A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não teve receio em promover a ExpoVG durante a semana de comemoração dos 159 anos do município, mesmo após o trauma causado pela tragédia da Feicovag, em 2005, quando a queda de uma arquibancada deixou mais de 300 pessoas feridas.
Segundo a prefeita, pessoas ligadas a antigas gestões chegaram a considerar a decisão “corajosa”, devido ao impacto que o episódio deixou na população várzea-grandense.
“Todo mundo ficava receoso. Eu conversei com alguns assessores das antigas gestões e eles falaram que parecia muito corajoso fazer, porque todo mundo tinha medo”, declarou.
Flávia relembrou que estava presente na Feicovag no dia do acidente e afirmou que o episódio não poderia impedir a retomada de eventos comemorativos na cidade.
“Eu sou várzea-grandense, moro aqui há 22, 23 anos, estive na Feicovag quando aconteceu aquele acidente, e não era porque aconteceu aquele acidente que a gente precisaria ficar sem as nossas comemorações de aniversário”, afirmou.
A tragédia ocorreu durante a 16ª edição da Feira Industrial e Comercial de Várzea Grande (Feicovag), realizada às margens da Rodovia Mário Andreazza. Na ocasião, cerca de mil pessoas acompanhavam um rodeio quando parte da arquibancada cedeu, provocando o desabamento da estrutura.
Mais de 300 pessoas ficaram feridas e pelo menos três foram internadas em estado grave. O Ministério Público Estadual apontou, na época, que o acidente ocorreu por uma sucessão de falhas e negligência dos organizadores do evento.
Por conta do grande número de vítimas, hospitais públicos e privados participaram do atendimento aos feridos. O Estado também precisou indenizar unidades particulares que prestaram socorro às vítimas.