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Setor produtivo critica “pressa eleitoral” e alerta que fim da escala 6x1 pode elevar preços em até 8%

Publicada em: 28/05/2026 11:24 -

REPRODUÇÃO - Foto: Pronunciamento dos representantes de vários setores da economia em relação ao fim da escala 6x1 - PODER360 no Youtube.

Representantes dos principais setores econômicos do país — incluindo a indústria, comércio, agricultura, serviços e shopping centers — se reuniram com a presidência do Senado Federal para manifestar forte preocupação com a forma como a proposta do fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho vêm sendo conduzidas no Congresso.

O setor produtivo acusa a Câmara dos Deputados de votar a matéria de forma "assodada" (com pressa excessiva) e puramente por motivações eleitorais, sem medir os impactos reais na inflação e no emprego.

"Esse projeto da câmara dos deputados é um atraso total. Ele retoma o que tinha antes da reforma trabalhista. Engessa tudo. Essa legislação nitidamente feita sem a mínima profundidade, sem a mínima responsabilidade e sem o mínimo conhecimento da vida real da economia do país." PAULO SKAF - Presidente da Federação das Indústris do Estado de São Paulo/FIESP

 

Alerta de inflação e repasse de custos ao consumidor

De acordo com os representantes, o prazo de transição curto proposto na Câmara não dá margem para micro, pequenas e médias empresas se adaptarem. O setor estima que o custo gerado pela mudança resultará em um repasse imediato nos preços das prateleiras e nos serviços gerais, calculando um impacto de aumento médio entre 6% e 8% nos produtos industriais.

Engessamento na Constituição e o exemplo chileno

Durante o pronunciamento, foi destacado que a escala 6x1 atinge hoje cerca de 30% dos 45 milhões de trabalhadores formais do Brasil, sendo fruto de décadas de acordos específicos por setor. A bancada empresarial defendeu que o "moderno" é focar no negociado sobre o legislado, padrão adotado no mundo inteiro, em vez de prever regras rígidas diretamente no texto constitucional.

Os empresários citaram o exemplo do Chile, que reduziu a jornada em 2024 e viu, como consequência, o aumento do desemprego, da informalidade e da inflação. O temor é que o Brasil piore o cenário de informalidade, que já atinge cerca de 44 milhões de pessoas entre informais puros e MEIs.

Pressão por debate técnico no Senado

O setor produtivo reforçou que não é contra debater melhorias nas condições de trabalho, mas exige que a discussão saia do calendário das eleições e passe por uma análise técnica profunda. A expectativa do grupo é que o Senado Federal atue como uma casa de equilíbrio e maturidade política para analisar as particularidades das mais de 2.000 atividades econômicas do país de forma democrática e sem pressa.

"Temos muita esperança que o senado com seus 81 senadores, possam ter equilíbrio e maturidade para discutirmos um assunto tão importante, tão crível com a devida responsabilidade, sem a influência de motivação eleitoral. Para que o Brasil mais uma vez não tenha o custo com medidas formadas intepestivamente." RICARDO ALBAN - Presidente da Confederação Nacional da Indústrias/CNI

 

Vídeo - Pronunciamento dos representantes de vários setores da economia em relação ao fim da escala 6x1 - PODER360 no Youtube.

 

Por: Redação VGFM
Fonte: Poder360 no Youtube

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